Agora que deixei por escrito minha infeliz história de relacionamentos, sinto-me mais calmo. Não é mais como se eu carregasse um inferno nas costas, sem poder contar com ninguém. É decepcionante saber que, em 11 anos, nunca encontrei a pessoa certa... Sempre acabei com a "cara no chão", sempre me arrependi de dar uma chance a alguém.
Às vezes acho que, quando dizem que me amam, no fundo querem dizer que me odeiam. Eu não consigo encontrar lógica nesta satisfação que as pessoas tem, nesta ausência de culpa que todos expressam ao me fazer sofrer. Será que eu pareço invencível? Um boneco de areia inabalável? Alguém para o qual você pode demonstrar a sua face mais nojenta, que não te odiará por isso, e nem deixará de estar ao seu lado sempre que precisar?
Parecem esquecer que tenho sentimentos... E, por mais impassível que eu pareça, também sou humano. Também tenho minhas vontades, minhas alegrias, meus fardos. Parece que as pessoas me tratam como se eu fosse uma parede: "algo" que está lá para te apoiar, mas que não precisa de apoio. Pelo contrário: parece que sou um apoio para todo mundo, mas quando preciso de apoio, não há ninguém lá.
Ao menos, parece que há um alento nesta minha triste realidade: encontrei uma pessoa de confiança. E olha que nem lembro quando foi que depositei mnha inteira confiança em alguém...
Obrigado mesmo, Guilherme... Não fosse por você, não sei se estaria aqui neste momento.
Decidi me afastar do Daniel, da Marina, da Flávia - de todo mundo que fez parte deste período que, com todas as minhas forças, quero esquecer. Seja lá o que aconteça com eles daqui pra frente, com toda certeza estarei mais feliz não vendo - como diz aquele ditado, "o que os olhos não vêem, o coração não sente". A Marina não me quer ao lado dela para sempre, eu não a quero ao meu lado nunca mais. Não é fácil abandonar a lembrança de alguém que você ama, mas, algum dia, conseguirei pensar nela como uma brisa, e não como uma tormenta. Lutarei por isso...
E, de fato, acho que minha ausência não faz a mínima diferença.... Já faz uma semana, e eles continuam vivendo suas vidas como se nada tivesse acontecido, como se ainda houvesse uma parede lá, para eles se apoiarem. Não consigo evitar, senão pensar que desde o início, o desejo deles era realmente ver esta parede ruir.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário